Olá companheiros das alças!
Em meu último post havia comentado sobre os alforjes que a Alhva havia montado em minha moto, porém no dia seguinte antes de colocar o pé na estrada voltei lá para os últimos ajustes. Substituímos a Bolsa Tradicional pela Bolsa Bolha M devido ao seu formato ergonômico que se adaptou melhor ao contorno das minhas costas, já as Multibolsas Plug Pró nós mantivemos, pois este modelo foi projetado para se transformar em alforje para vários tipos de moto. Fiquei boquiaberto, não pelas características que eu já conhecia da Alhva como resistência e impermeabilidade, mas por outra que eu nunca havia experimentado antes (pelo menos não com uma mochila), sua VERSATILIDADE.
Estava com uma viagem programada para o Rio de Janeiro e a previsão do tempo indicava chuvas e pensando bem era isto que o teste pedia. Para os últimos ajustes pediram também a chave de minha moto com um sorriso malicioso e é LÓGICO que eu não entreguei. Eles queriam colocar a Suzi (minha Suzuki DRZ 400E) dentro da sala de projetos para medir algumas coisas (e tirar uma “casquinha”, lógico), mas como bom dono e bem ciumento decidi eu mesmo colocá-la lá dentro, afinal eles são técnicos de mochila, e não de moto.
Me senti um piloto de Paris Dakar. Fiquei lá tomando um cafezinho e só mirando a movimentação da galera. Parecia uma equipe de mecânicos ajustando e consertando a moto antes de começar a nova etapa. Só que ao contrário das competições de enduro, onde os mecânicos ficam horas debruçados sobre as motos, em menos de 10 minutos a minha já estava pronta para cair na estrada. Quando o pessoal do DT saiu de perto da Suzi ela havia se transformado de uma moto cross sem lugar nem para uma caixa de ferramentas em uma touring cheia de espaço para bagagem. Pode parecer besteira para quem não anda de moto, mas no caso da minha é como ter um jegue com porta-malas, ou seja, algo bem difícil de conseguir fazer.
E isso que eles não precisaram fazer absolutamente nenhuma modificação no projeto das Multibolsas, apenas encaixando a alça de forma diferente. MUITO ESPERTO. Aquilo para mim foi uma descoberta inusitada, pois eu sempre quis um alforje para minha moto, porém NENHUM modelo havia conseguido me atender 100%.
Alguém até poderia dizer que a DR não é a melhor moto para se viajar, porém como sou um cara versátil para mim isto não é um problema. Confesso que muitas horas na estrada com uma mochila, mesmo que escorada no banco, geram desconforto e falta de mobilidade por isto sempre sonhei com um alforje ideal. Cheguei a desistir de achar um modelo, pois tinham os que não se encaixavam, os que precisavam de adaptação na moto (não queria colocar um afastador), os muito grandes, os muito pequenos, os muito duros… E quando eu encontrava um que se encaixava mais ou menos ou ele era muito pesado ou não era a prova d’água, quando encontrava um bacana a prova d’água e leve o preço era um absurdo. A Alhva novamente ganhou pela versatilidade e simplicidade e o sistema de multibolsas iria enfim transformar em realidade o sonho de viajar com a moto cheia de tranqueiras sem carregar nada comigo além da jaqueta! Para concluir a Bolsa Bolha M ainda se transformou em uma mistura de bagageiro e encosto. Seu desenho anatômico fez com que eu me sentisse em um sofá!
Lá fui eu feliz e sorridente para o RJ com minha Bolha M e minhas Multibolsas Plug Pró do lado da Suzi… A viagem de ida foi excelente. Não choveu, fez sol, a estrada estava boa e sem trânsito, enfim, tranquilíssima. Os alforjes se comportaram muito bem. Por serem de pano não sofreram com a vibração nem ficaram machucando a pintura da moto. Além disso, pelo design das Multibolsas da Alhva e seu formato que se adapta aos contornos dos objetos, os alforjes não ficaram batendo como uma bandeira flamejando ao vento.
A volta foi completamente o oposto. Peguei chuva e frio de Paraty até São Paulo e um trânsito razoável o caminho inteiro. Perto de São Paulo (a grande e caótica cidade) ainda andei uns 10 km pela Ayrton Senna no “corredor” estreito formado pelos carros. Novamente meus novos alforjes se mostraram excelentes. Com certeza teria sido MUITO pior andar pelo corredor se eles fossem quadrados e rígidos, porém por seu formato de gota, além de manterem o centro de gravidade baixo eles passavam sob os retrovisores dos carros e até pude ser mais ousado na pilotagem, pois caso eles raspassem em algum carro não estaria correndo o risco de riscá-los.
Uma alegria maior ainda foi quando abri as Multibolsas e o meu MP3 e o Laptop estavam sequinhos, mesmo andando na chuva, a velocidades de 120km/h e ainda tomando aquelas jorradas de água que os caminhões fazem quando passam sobre poças de água. Enfim o teste foi um sucesso, repetirei a dose em estradas de terra com dias chuvosos, mas uma coisa é fato e não é promessa, a Multibolsa Plug Pró é também um alforje. Fiquei surpreso quando na volta o cobrador do pedágio perguntou sobre os produtos para colocar em sua Tornado. Vejam as fotos e as dicas de montagem.
VEJA COMO A MOTO FICOU:
VEJA COMO É FÁCIL MONTAR OS ALFORJES COM AS MULTIBOLSAS:
Passo 1 - O primeiro passo foi colocar uma haste de apoio junto ao escapamento para afastar a carenagem da alta temperatura dos escapes.
Passo 2 - A fixação dos alforjes começou pelo centro, usando as alças de mão das duas Multibolsas. Usamos uma cinta de velcro para evitar calombos no assento, mas uma simples cordinha já resolve esta amarração.
Passo 3 - Fizemos a segunda amarração com cintas e com uma fivela “tique-taque” de cada Plug Pró. Se você não tiver uma cinta para passar nas fivelas use novamente uma cordinha. Por enquanto deixe soltas as outras duas fivelas de cada Multibolsa, pois elas serão usadas para a fixação do bagageiro logo mais (passo 6).

Passo 4 - Para manter as Multibolsas fixadas e firmes junto à moto aproveitamos o anel lateral na base das próprias Plugs Pró. Usamos para esta amarração outra cinta mais estreita com um jogo de fivelas. Novamente nesta situação você pode usar simplesmente uma corda.
Passo 5 - A Bolsa Bolha M que foi usada como bagageiro tem uma fivela frontal que foi passada por baixo da segunda amarração (passo 3).

Passo 6 - Como tínhamos amarrado somente o centro e uma das duas fivelas de cada Plug Pró, aproveitamos agora as outras duas fivelas soltas que haviam sobrado e ligamos as duas com outra cinta, mas desta vez esta cinta passou por dentro do vão do costado da Bolsa Bolha, prendendo-a bem e aumentando a estabilidade.
Passo 7 - Os outros dois anéis laterais na base das Plugs Pró (do lado da “rabeta” da moto) não necessitam de amarração e podem ficar soltos. Você pode eventualmente usá-los para passar a corrente com cadeado.
Vale reforçar que as cintas e velcros que usamos nas amarrações dos alforjes na moto não são vendidas com as Multibolsas Plug Pró, mas pela simplicidade da montagem tudo poderia ter sido feito até mesmo com uma cordinha de varal! E outra alegria é saber que ainda tenho a possibilidade de usar meu alforje como mochila. Caso você tenha dúvidas escreve para mim ou envie um email para o DT: projeto@alhvacases.com.br
Grande Abraço.
LUCA SPEZIA - Motociclista, estudante, fotógrafo, viajante, aventureiro…enfim, nenhum especialista em mochilas, apenas um usuário mais hardcore que busca melhores maneiras de facilitar e assim poder instruir o uso de uma ferramenta muito utilizada pelo homem. Espero que apreciem e opinem.