Caros companheiros desculpem-me pela minha ausência repentina. Na verdade de repentino isso não tem nada e foi tudo muito bem programado. Os que já acompanham meus posts há algum tempo sabem que sou apaixonado por motos e carros além de fotógrafo, estudante e aventureiro nas horas vagas. Pois bem, fui cobrir uma corrida de uma nova categoria de motos que vem fazendo o maior sucesso lá fora e já encontra diversos admiradores aqui no Brasil, o campeonato Supermoto, ou também conhecido como Supermotard.
Esse final de semana rolou a 1ª e a 2ª etapa do Brasileiro de Supermoto que aconteceu em Bauru, interior de SP, há mais ou menos 450 km da capital.
Para fazer a matéria eu chamei um amigo que também é fotógrafo. Viajei sexta-feira de carona com uma equipe e ele foi no sábado de madrugada com sua moto. Ele estava morrendo de medo de levar seu equipamento na moto caso chovesse, então como eu sou um cara muito bacana, emprestei a minha bolsa antichuva para ele.
Para o trabalho levamos os seguintes equipamentos:
Eu
1- MacBook de 13 polegadas
1- Câmera Sony H-1 pra tirar fotos e gravar vídeos em HD
Meu Amigo
1- Câmera Nikon D-90
2- Objetivas
1- Flash
2- Baterias
Combinei com o pessoal de sairmos sexta-feira e eles me alertaram que estávamos com problemas de espaço, pois seus equipamentos, motos, ferramentas, fora seus objetos de uso pessoal, já ocupavam bastante lugar no carro. Então peguei minha mochila, enrolei todas as minhas roupas, guardei tudo que precisava e fui contente cobrir o evento. Não preciso nem falar que na hora em que cheguei e mostrei “toda” minha bagagem ninguém acreditou que eu levava ali todo meu equipamento e mais roupas para 3 dias de trabalho. Nem falei que a mochila tem um sistema a prova d’água, pois eles poderiam começar a achar que era mentira… Preferi que eles vissem depois com os próprios olhos.
No dia em que chegamos alguns pilotos já estavam treinando. Aproveitei para tirar algumas fotos, mas todos estavam mesmo ansiosos para os treinos de qualificação que iriam ocorrer sábado. Dormimos como anjos na sexta, pois a viagem havia sido cansativa e sábado às 6 da manhã já estávamos de pé com algumas nuvens pairando sobre nossas cabeças.
As equipes já montavam seus boxes quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair. Cinco minutos depois o sol aparecia de novo e não dava tempo nem de molhar a pista. O problema é que se começasse a chover e as motos estivessem na pista eu não poderia voltar para os boxes, pois corria o risco de ser atropelado ou tomar uma bronca do fiscal de pista. Então coloquei na cintura um case compacto e fui tranquilo tirar fotos. Parecia uma brincadeira de “Escravos de Jó”. Começava a chover e eu colocava minha câmera dentro do case, parava e eu a sacava de novo para tirar mais fotos. Foi assim o sábado inteiro…
Domingo o dia já estava diferente, com muito sol e poucas nuvens. Como é melhor prevenir que remediar continuamos com o mesmo esquema de levar as bolsas onde quer que fossemos. E não deu outra… Nas duas últimas voltas no final da categoria mais competitiva, a SM1, caiu um toró daqueles, com direito a ultrapassagem na última curva. Eu e o fotógrafo saímos encharcados, mas nossos equipamentos passaram por essa ilesos. Ainda naquele dia meu amigo voltou para São Paulo de moto e me disse que pegou chuva de Bauru até aqui e que seu equipamento continuou sequinho como se estivesse ao sol: “Pô, é a prova d’água mesmo hein!” Ele só não falou nada de me devolver a bolsa antichuva ainda…
Uma coisa legal que aprendi é que como a capa de chuva do case é transparente, mesmo chovendo eu consigo enxergar pelo viewfinder da câmera, ou seja, virei a lente para a abertura da capa plástica e continuei fotografando na chuva. Assim minha câmera ficou protegida e não recebeu nenhum pingo.
Já os outros três fotógrafos que também cobriam o evento evaporaram como vampiros ao sol no primeiro pinguinho de chuva. A proteção contra chuva nos possibilitou obter melhores ângulos, pois ficamos despreocupados com o equipamento e dedicamos toda nossa atenção a captar as melhores imagens.
Vou colocar umas fotos do evento, espero que gostem.
Abraços!
LUCA SPEZIA - Motociclista, estudante, fotógrafo, viajante, aventureiro…enfim, nenhum especialista em mochilas, apenas um usuário mais hardcore que busca melhores maneiras de facilitar e assim poder instruir o uso de uma ferramenta muito utilizada pelo homem. Espero que apreciem e opinem.
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